Intr: D5 D#5 A5 A5 B5 E5 A5
E5 A5 A5 D5
Amigo é feito casa que se faz aos poucos
B5 E5 A5
e com paciência pra durar pra sempre
E5 A5 A5 E5
Mas é preciso ter muito tijolo e terra
E5 F#5 B5 E5
preparar reboco, construir tramelas
E5 A5 A5 D5
Usar a sapiência de um João-de-barro
B5 E5 E5
que constrói com arte a sua residência
A5 D5 D#5 A5
há que o alicerce seja muito resistente
A5 B5 E5 A5
que às chuvas e aos ventos possa então a proteger
E5 A5 A5 B5
E há que fincar muito jequitibá
E5 E5 A5 E5
e vigas de jatobá
A5 A5 E5 E5 F#5 B5 E5
e adubar o jardim e plantar muita flor toiceiras de resedás
A5 A5 B5 E5 E5 E5 A5
não falte um caramanchão pros tempos idos lembrar
D5 D#5 A5
que os cabelos brancos vão surgindo
A5 B5
Que nem mato na roceira
E5 A5
que mal dá pra capinar
E5 A5 A5 B5
e há que ver os pés de manacá
E5 E5 A5 E5
cheínhos de sabiás
A5 A5 E5 E5 F#5
sabendo que os rouxinóis vão trazer arrebóis
B5 E5
choro de imaginar!
A5 A5 B5 E5 E5 E5 A5
pra festa da cumieira não faltem os violões!
D5 D#5 A5
muito milho ardendo na fogueira
A5 B5 E5 A5
e quentão farto em gengibre aquecendo os corações
E5 A5 A5 D5
A casa é amizade construída aos poucos
B5 E5 A5
e que a gente quer com beira e tribeira
E5 A5 A5 E5
Com gelosia feita de matéria rara
E5 F#5 B5 E5
e altas platibandas, com portão bem largo
E5 A5 A5 D5
que é pra se entrar sorrindo nas horas incertas
B5 E5 E5
sem fazer alarde, sem causar transtorno
A5 D5 D#5 A5
Amigo que é amigo quando quer estar presente
A5 B5 E5 A5 G5
faz-se quase transparente sem deixar-se perceber
C5 G5 A5
Amigo é pra ficar, se chegar, se achegar,
A5 F5 A5 D5
se abraçar, se beijar, se louvar, bendizer
A5 D5 D5 F5
Amigo a gente acolhe, recolhe e agasalha
D5 G5 G5 C5
e oferece lugar pra dormir e comer
G5 C5 G#5 A5
Amigo que é amigo não puxa tapete
Bb5 A5 C#5 D5 D5
oferece pra gente o melhor que tem e o que nem tem
F5 F#5
quando não tem , finge que tem ,
E5 A5 D5 G5 C5
faz o que pode e o seu coração reparte que nem pão.